Opiniario Discrepante

December 27, 2008

A memória e o Brasileiro

Filed under: Geral


Já escrevi neste blog um post sobre o brasileiro e a memória, comparando a nossa memória - ou a necessidade de que tenhamos uma - com a peixinha Dory do filme "Procurando Nemo". Realmente necessitamos de uma memória convenientemente curta, para esquecer todas as promessas que nos são feitas e logo esquecidas.

Infelizmente eu sou daqueles cuja memória não se adapta a essa necessidade de ser do brasileiro: tenho uma daquelas memórias de elefante. Eu, como afirma o ditado, nunca esqueço. Já dizia meu filho quando era pequeno: "Prometeu tá promessado!"

Eu sigo à risca esse dito extraído da pureza de uma criança: "Prometeu tá promessado!" Depois não adianta vir para cima de mim com lero-leros, quero-queros que eu nunca espero. Se há uma coisa em que os nossos governantes são pródigos é em promessas.

Lula, por exemplo, antes de assumir a presidência prometeu mundos e fundos. Depois veio com aquele papo furado de que tudo eram "bravatas". Bravatas para quem, cara pálida? Prometeu e não cumpriu, por mim pode ir para p… que o pariu! Não coloco o meu nariz de palhaço mansamente, resisto, embora saiba que estou vestindo um belo e grande vermelho! Putz!

September 1, 2008

Me engana que eu gosto!

Filed under: Geral

No recente episódio dos "espiões malucos e fora de controle" tivemos mais um pouco do mesmo: o governo, é claro!, não sabia de nada. A administração petista/lulista sofre do mal da ignorância total adquirida, nunca sabe de nada do que se passa ao seu redor. Coisa de corno manso, de marido traído, são sempre os últimos a saber.

A solução é apontar um culpado nos escalões intermediários, repeteco da estratégia do caso Delúbio/Zé Dirceu no mensalão. Afora é a hora de Paulo Lacerda(ABIN) pagar o pato, e merece!, quem se serviu do prato e comeu a carne que agora roa os ossos!

January 6, 2008

A Nem Tão Dura e Nem Tão Escura Realidade

Filed under: Geral

Pois a negra e dura realidade é que ela não é tão dura, nem tão escura como a pintam. Verdade qie há que se ter os olhos vestidos com lentes otimismistas, e procurar um ver além do simples ver. Num olhar superficial mudamos de ano e só. 2008 não traz nada diferente de 2007 a não ser essa simples unidade que lhe foi adicionada.

As notícias são alvissareiras, fala-se num país com uma crescente classe média. Sem querer ser o urubú pessimista, acho um excesso de otimismo, mais propaganda do que realidade, um rebaixamento do real significado de classe média; e aumentar o crédito é um truque para aumentar o poder de compra sem distribuir renda. Essa chamada nova classe média está muito  abaixo da média para pertencer a classe.

A chamada classe média caiu num buraco sem fim, num buraco negro, chamada a pagar pelas benécies sociais do governo. Como sempre: os ricos permanecem imunes, o capital foge dos impostos, e a classe média acaba pagando a conta.

As notícias falam em aumento nessa verdadeira guerra civil que é a total falta de segurança no país; leio que o SUS distribuí furadeiras domésticas para abrir a cabeça dos segurados no lugar das brocas cirúrgicas - café para louco não requer açúcar!: vejo segurados marcando consultas com prazos de até dois anos - santa saúde, Batman!: faltam remédios nos postos, faltam postos nas comunidades.

Estou sendo muito exigente com o país, afinal de contas pago só 40% de impostos, não posso exigir muito… 

October 30, 2007

Construtores

Filed under: Geral
Alguns nasceram para construir, outros são consumidores. Na fábula da formiga e da cigarra transborda o sentimento da falta de talentos da formiga, cantasse essa, não precisaria trabalhar, viveria do cachê de artista. Nada de errado nisso, nada de mal, tudo é parte do equilíbrio necessário para que o mundo funcione em perfeita harmonia.
 
Nada disso exige grande sabedoria, grande conhecimento. Como ensinam as Escrituras, se a todos é dado algum tipo de talento, nada mais justo que use o talento recebido para sobreviver. Seia construindo, no trabalho braçal (como a formiga), seja nas artes (cantando como a cigarra). 

June 1, 2007

Legitimidades

Filed under: Opinion

Muitos julgam as ações dos governantes partindo dos atos que legitimaram o seu poder. Assim, um presidente democraticamente eleito não pode ter suas ações sujeitas à critica porque foi eleito pelo povo. Está claro que o argumento é falso, que a lógica não convence. Fosse assim, todos os atos de Hitler estariam justificados por sua eleição que o conduziu ao poder.

Vejo alguns defenderem dessa forma o autoritarismo de Chávez na Venezuela, arguindo a legitimidade das eleições que o conduziu ao poder. Assim, dizem os seus defensores, ele não pode ser chamado de ditador, porque foi eleito pelo povo. Nem que aja como um, nem que as suas atitudes sejam ditatoriais, é isso
que querem dizer aqueles que o defendem.

Argumentam que no recente episódio de uma tv que lhe fazia oposição, a mesma "tramaria contra seu plano de governo". Se oporia querem dizer, e como para os comunistas e socialistas o regime é a perfeição dos céus na terra, nada se lhes pode opor, sob pena de ser "democraticamente removido do caminho". Essa democracia de ocasião, de conveniência é a democracia que esse tipo de gente defende: "todos são livres para pensarem como eu penso". 

May 1, 2007

Persistência

Filed under: Geral

Eu acuso um certo cansaço na constante e persistente descoberta de corruptos no país. Tal qual um mal sem cura, a cada momento somos surpreendidos com a descoberta de mais um foco desse mal que assola o país. Ninguém, nada parece estar livre dessa verdadeira praga que assola o país.

Todos os poderes da república parecem contaminados, até mesmo aqueles em que o povo sempre depositou maior confiança, como é o caso agora desse escândalo envolvendo a máfia dos bingos e o poder judiciário. Venda de sentenças, ou a compra de consciências, parece confirmar a máxima de que aqui "todos tem um preço", é só uma questão de acertar valores.

Como manter a esperança em melhores dias convivendo no dia-a-dia com esse tipo de escândalo? 

February 17, 2007

Da necessidade de mudar-se

Filed under: Fun

O assunto não se refere a nenhuma nova atitude comportamental, mas as mudanças de endereço. Essas mudanças são importantes porque nos obrigam a revisar a bagagem que estamos carregando nessa vida, a nossa tralha, nos obrigam a nos desfazer um pouco do lixo. Sei, muitos vão dizer que não é necessário uma mudança de endereço para isso, mas uma mudança de atitude, de comportamento. Acreditem, poucos conseguem esse feito, desfazer-se do supérfluo, do excesso de bagagem é coisa radical que exige muito.

Quem já se mudou alguma vez na vida sabe do que estou falando. As mudanças, normalmente, exigem uma revisão a fundo nos baús, nas gavetas, nas caixas, nos roupeiros, nos armários, na casa em geral. Nessas revisões você encontra coisas do arco da velha, guardados que não fazem o menor sentido. Todos que viajam sabem da importância de uma bagagem bem feita; uma mala leve aumenta o prazer da viagem. Assim é a vida, diminuindo a tralha, aumentamos o prazer de viver.

Disso tudo surge uma constatação de ouro: “quem guarda porcaria tem o que não presta, quando não precisa”. O porquê do assunto? Estou fazendo uma limpeza na casa. Desejem-me boa sorte e rezem para que eu tenha forças para me desfazer do lixo e do inútil. Obrigado pela força.

January 26, 2007

Chamar o médico ou a polícia?

Filed under: Opinion

Eu leio artigos que a nossa imprensa publica e fico pensando: falta de moral ou burrice? Explico melhor: grande parte dos textos, dos conteúdos, ficam na fronteira entre a defesa de interesses escusos, a mentira interesseira deslavada, ou a burrice declarada, a falta de senso, a incapacidade.

Ao desavisado pode parecer um exagero, mas não é o caso. Certas notícias, o conteúdo de certos artigos, o espaço que se dá para certas figuras mais do que manjadas, figuras ditas “carimbadas”, e com presença constante na mídia é coisa que merece um estudo, não jornalístico, mas médico, psiquiátrico, ou policial.

O pior de tudo isso é que a imprensa é (de)formadora de opinião. Vão dizer alguns que a imprensa só vende o que o público quer comprar. Qual público? Quem? Que parte do público? Público de que nível? Então vamos continuar apostando no quanto pior melhor, esse é o caminho? Dessa forma nós iremos melhorar? Tudo bem…

January 20, 2007

Sonhos

Filed under: Chronics

Neste ano, em 1º julho, fará 10 anos que Lady Di, como ficou conhecida Diana, que foi princesa de Gales durante o período em que esteve casada com o herdeiro da corôa britânica, príncipe Charles, faleceu no trágico acidente automobilístico em Paris. Sua morte marcou o fim de uma história de verdadeira princesa, que começou com um casamento de contos de fadas e terminou em pesadêlo.

A história de Diana passa para a própria história como um exemplo triste de como as coisas podem dar totalmente erradas na vida de alguém. Antes de todos esses acontecimentos trágicos, quem negaria que a história da princesa era uma história de princesa? Depois, tornou-se um exemplo vivo para aqueles que defendem que dinheiro - ou status, ou posição social - não é uma garantia para a felicidade.

January 16, 2007

Para ser brasileiro

Filed under: Fun

Muitas coisas é preciso ser antes de ser brasileiro. Não se trata, como poderia parecer, de um tratado sobre nacionalização, ou normas cívicas. Para ser brasileiro é preciso, antes de tudo e sobretudo acreditar. Sem acreditar não vai, não dá pé “mermão”. O brasileiro é um grande crédulo, um crente em tudo, em todos. Para ser brasileiro é preciso ter uma péssima memória, daí a homenagem a personagem do filme “Procurando Nemo”, Dory, que esquecia tudo imediatamente. Brasileiro de muita memória é brasileiro angustiada, brasileiro descrente, contrariando a norma número um: a que diz que brasileiro antes de tudo precisa acreditar.

Se é preciso saber sambar ou do ritmo gostar, bem, já diz a música “quem não gosta do samba, bom sujeito não é…” É bom botar aí - com jeitinho, sempre com jeitinho! - um futebol, carnaval que é da raça e uma novelinha. Precisa saber se divertir, claro, que brasileiro sabe se divertir, é um povo divertido e que adora divertir os outros, um povo quase palhaço.

Trabalhar, estudar… né, né, né, nã, nã, nã, ninha! Nem vem com essa que aqui não tem! afinal de contas, hoje é terça-feira, depois vem quarta, quinta e sexta, e daí chega o fim-de-semana, dia de praia e de não fazer nada; quer dizer, a semana já está praticamente perdida mesmo, deixa estar…






















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